


AMAZÔNIA: território vivo Paiter Suruí
Uma jornada de 7 dias e 6 noites conduzida pelo povo Paiter Suruí, conectando cultura, Café Robusta Amazônico, bioeconomia, floresta e conservação DA AMAZÔNIA.

Agência de Turismo Indígena Paiter Suruí
Somos uma agência criada e conduzida pelo povo Paiter Suruí, na Terra Indígena Sete de Setembro, na Amazônia brasileira. Conectamos visitantes à nossa cultura, aos cafés e chocolates produzidos no território e às experiências na floresta. Para agências parceiras, organizamos a operação local completa, com hospedagem, alimentação, traslados e guias indígenas, promovendo a troca de conhecimentos, a geração de renda para a comunidade e a conservação da biodiversidade.

O povo Paiter Suruí — contato oficial em 1969
O contato oficial com a sociedade não indígena, aconteceu em 1969, trouxe doenças, perda populacional e fortes pressões sobre o território. Mesmo diante dessas transformações, o povo Paiter Suruí preservou sua cultura, seus conhecimentos e sua relação com a floresta.
Em 2005, foi criado o Plano de Gestão Territorial, também conhecido como Plano de 50 Anos, para planejar um futuro baseado no desenvolvimento sustentável, na proteção da floresta, na valorização cultural e na autonomia do povo.
Hoje, o turismo faz parte desse planejamento, permitindo compartilhar nossa história e gerar renda sem destruir a floresta.

Plano de Gestão Territorial — o Plano de 50 Anos
Plano de Gestão Territorial, nasceu sobe a liderança do Chef Almir Narayamoga Surui, para orientar o futuro da comunidade. O plano reúne estratégias para proteger o território e a floresta, fortalecer a cultura, gerar renda sustentável e ampliar a autonomia do povo.
Foi a partir dessa visão de longo prazo que o turismo passou a ser planejado como uma atividade capaz de receber visitantes, promover o intercâmbio cultural e criar oportunidades.
Hoje, A Agencia de turismo Paiter representa uma das ações construídas para transformar esse planejamento em realidade.


O Territorio sete de setembro, local da visita
A Terra Indígena tem 248.000 a 248.146 hectares, recebeu o nome Sete de Setembro porque o primeiro contato do povo Paiter Suruí com a sociedade não indígena ocorreu em 7 de setembro de 1969, na região.
Localizada entre os estados brasileiro de Rondônia e Mato Grosso, o território resistiu ao avanço do desmatamento descontrolado que atingiu grande parte da região. Ao longo dos anos, o povo Paiter Suruí desenvolveu iniciativas próprias de proteção da floresta, reflorestamento, produção sustentável, valorização cultural e geração de renda para a comunidade.
Essas ações fazem parte de uma visão de gestão territorial de longo prazo, criada para garantir que as próximas gerações continuem vivendo no território com autonomia.
Atualmente, o território tem como presidente geral Almir Narayamoga Suruí, liderança reconhecida por sua atuação na defesa dos direitos indígenas, na conservação ambiental e no desenvolvimento sustentável do povo Paiter Suruí. Almir é pai Txai Suruí (Walelasoetxaige Paiter Suruí) foi a primeira pessoa indígena a discursar na abertura oficial de uma Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (a COP26, realizada em Glasgow, na Escócia, em 1 de novembro de 2021).

Almir Suruí: uma trajetória em defesa da floresta e do povo Paiter
Almir Narayamoga Suruí é uma liderança do povo Paiter Suruí, nascida na Aldeia Lapetanha, na Terra Indígena Sete de Setembro. Sua trajetória une a defesa dos direitos indígenas, a valorização dos conhecimentos ancestrais e a proteção da floresta amazônica.
Ao lado de outras lideranças e parceiros, contribuiu para a construção do Plano de 50 Anos do Povo Paiter Suruí, que orienta iniciativas de conservação, fortalecimento cultural e autonomia econômica da comunidade.
Essa visão também inspira nosso turismo: compartilhar histórias e saberes, gerar oportunidades para as famílias e mostrar que a floresta em pé é parte essencial do nosso presente e do futuro das próximas gerações.

Txai Suruí: a voz da juventude indígena pela Amazônia
Txai Suruí é uma liderança e ativista do povo Paiter Suruí que leva a defesa da Amazônia e dos direitos indígenas a espaços nacionais e internacionais. Filha de Almir Suruí e da indigenista Neidinha Bandeira, sua trajetória conecta os conhecimentos de seu povo à mobilização das novas gerações.
Fundadora do Movimento da Juventude Indígena de Rondônia, ganhou projeção internacional ao discursar na abertura da COP26, em Glasgow, em 2021, destacando a importância dos povos indígenas no enfrentamento da crise climática.
Sua atuação reforça uma visão que também orienta nosso turismo: valorizar a cultura, proteger o território e criar oportunidades para que os jovens construam seu futuro com autonomia e a floresta em pé.


